sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A cura acontece por merecimento



Adilson Marques  

Qual a diferença entre uma suposta cura que acontece quando alguém ora em uma igreja católica e põe na boca uma hósteia; ora em um templo evangélico, cantando salmos; participa de uma gira de umbanda, com danças, incensos e estalar de dedos; ora em um centro espírita e recebe um "passe" ou é tratado em um atendimento apómetrico? Apenas são diferentes rituais, diferentes "teatros", diferentes "polissemias simbólicas" porque, na essência, o que determina uma cura espiritual é o merecimento que a pessoa adquiriu.
Deus seria muito injusto se um determinado ritual fosse mais poderoso que outro, por isso não concordo com aqueles que dizem que a apometria é "superior" a desobsessão kardecista e nem com aqueles que dizem que esta última prática é mais eficiente que as sessões de "descapetamento" na Igreja Universal. Enfim, é o merecimento, uma nova forma de falar em carma, que vai possibilitar a cura.
Por exemplo, um dos casos mais curiosos que assisti em um trabalho de apometria foi a cura de uma mulher com a "síndrome da perna inquieta". No atendimento apométrico, uma médium vidente viu um espírito sem pernas e agarrado na "perna inquieta" da mulher. Com a energia emitida pelo grupo, ele "incorporou" em uma médium e contou sua história. Ele foi socorrido e a mulher se curou da "perna inquieta". Mas será que foi a Apometria que a curou? Se essa mesma mulher tivesse ido a uma "sessão de descapetamento", em um centro espírita, em um terreiro de umbanda, em uma missa católica etc. e já tivesse o merecimento para se curar, o espírito seria adormecido e retirado de sua perna sem ninguém saber o que tinha acontecido e sua cura teria uma aura miraculosa. E tamos também que considerar que a visão da médium pode ter sido uma "simbologia" e a "incorporação" do espirito na outra um "animismo". Mas houve a cura da "perna inquieta" e isso que importa. E como salientei, aconteceu pelo merecimento da mulher. Se o tempo de ser curada não tivesse chegado, ela estaria ainda vivenciando sua "perna inquieta".
Enfim, todo tratamento espiritual, e não importa a técnica, consiste em enviar ondas mentais positivas, através do pensamento e do sentimento amoroso, mas esta energia ou vibração só será absorvida pelo enfermo se ele estiver receptivo a ela. Não há milagres em nenhuma técnica espiritual, apesar de alguns atribuir a cura a símbolos miraculosos de antigas civilizações, ao poder do incenso, das velas, dos espíritos "evoluidos" ou "ascensionados", de amuletos etc.
Todo o Universo é criação mental e o poder da mente é tão poderoso que a pessoa cria enfermidades e também a própria cura, mudando inclusive sua carga genética, para o "bem" ou para o "mal". Em alguns casos pode evitar uma "doença cármica" ou um "acidente" previsto para acontecer durante sua encarnação se mudar o foco de sua vida, uma vez que a doença ou os acidentes são também "simbolos" para mostrar que algo em nós precisa mudar. Se a pessoa não muda por "bem", algo pode acontece para ela mudar.
Mas como a própria ciência já sabe, no núcleo de todo átomo só há energia, logo, o que chamamos de matéria é uma concentração incrível de energia. E os budistas sabem que a energia vem da mente e, em breve, a ciência também vai descobrir isso. O importante agora é compreender que até a "energia positiva" da natureza, do fogo, da terra, do ar, da água etc. vem da mente controlada e em paz e a "energia negativa da natureza" também, mas da mente em conflito e egoista. É por isso que a energia da natureza pode ser usada para rituais de magia "branca" ou "negra". Por isso, o mais importante de tudo em uma cura espiritual é a intenção. Com que intenção o terapeuta ou curador faz um ritual, um amuleto ou impõe a mão sobre uma pessoa?
E aquele que procura pelo tratamento espiritual deve se conscientizar que precisa se esforçar, mudando seu padrão de pensamento e de sentimentos, pois não há nenhuma técnica milagrosa e nem "chama" que consome carma. Assim, ela precisa começar a se capacitar para merecer uma cura. Quando esse dia chegar, a cura virá pelos mais diferentes e singulares lugares: o terreiro de umbanda para o evangélico intolerante; o templo evangélico para o espírita racionalista etc.
Por isso, aquele que passa o tempo pulando de igreja em igreja, de técnica em técnica, sem se preocupar em mudar interiormente, vai dizer que todas são inócuas. Mas é importante salientar também que todas são "certas", são necessárias para a vida humanizada do espírito, por isso não faz sentido também ficar criticando trabalhos espirituais que usam "símbolos", pois não usar também não deixa de ser uma "ação simbólica", já que até o pensamento racionalista e iconoclasta traz em si uma representação imaginária de mundo e não altera o "merecimento" de ningúem.

O Caibalion e o Princípio de Polaridade


“Tudo é Duplo, tudo tem dois pólos. Tudo tem o seu oposto, e os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau. Os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados” - O CAIBALION
Como comentando em postagens anteriores, o Universo onde estamos inseridos é norteado pela constante busca por Equilíbrio. Nada pode estar pendendo: se uma situação chega a um extremo, a tendência natural dos acontecimentos é focar e buscar avidamente o outro oposto.
Tomemos por exemplo novamente a situação do nosso planeta: quanto mais destruirmos, mais sofreremos. São furacões, maremotos, efeito estufa, degelo das calotas polares, para ser breve. É uma espécie de toma-lá-dá-cá, pois a Terra é um enorme ser vivo que também anseia por este Equilíbrio.
É dito que “Os opostos são idênticos em natureza”. O frio nada mais é do que a ausência de calor, e caso a temperatura fosse diminuída, aquele frio inicial seria quente em comparação a este último. Assim 30ºC é mais frio do que 40ºC, porém 20ºC é consideravelmente mais frio do que 30ºC.
Devemos ter em mente que, quanto mais extrema for uma situação, mais o oposto irá se destacar. Na escuridão total, a chama de uma vela irá se parecer com um farol, ao passo que à luz do Sol do meio-dia, poderia passar despercebida.
“Todas as verdades são apenas meias-verdades”. A nossa realidade é tão mutável quanto a oscilação entre dois opostos. Vejamos o caso de uma árvore que, no frio outonal, perde suas folhas e torna-se desnuda: esta é a sua realidade para aquele momento, porém isso é tão verdadeiro quanto a mesma árvore que, na primavera, está viçosa e cheia de frutos. Ao término do ciclo, veremos que a árvore se prepara para retornar ao estado letárgico do frio, e assim veremos que “os extremos se tocam”.
O mesmo fenômeno ocorre em relação a sentimentos como o Amor e o Ódio. Quantas vezes não sentimos repulsa inicial por alguém que, tempos mais tarde, viria a se tornar um grande amigo?
O Buscador que conhece e compreende este Preceito Hermético é capaz de mudar a sua vida e a dos que convivem com ele, transmutando a energia que o permeia. Um dos homens mais sábios que conheço disse: “não importa qual é o tipo de energia que está sendo lançada sobre você, mas sim o que você será capaz de fazer em esta energia”.
Devemos procurar ser senhores de nós mesmos, e não deixar que nossas vidas oscilem entre os opostos como se fossem barcos à deriva.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

APONTAMENTOS ASTROLÓGICOS PARA 2012

Vem chegando o tão falado ano de 2012. Esse ano é realmente um marco no calendário Maia. O fim de uma contagem e o começo de outra. Só que as opiniões são as mais controversas: tem gente que acha que em 2012, como num passe mágica, passaremos pra quinta dimensão. Outros acreditam em catástrofes gigantes, que o mundo vai acabar. Outros ainda acham que seremos resgatados por discos voadores.

Eu sou da turma dos que acham que temos um grande trabalho pela frente de mudança, conscientização e mesmo de revolução. Só que uma revolução diferente, mais eficaz: ela acontece no coração de cada um de nós. De dentro pra fora.

Sensacionalismos, lendas, especulações, crenças e exageros à parte, vamos ver o que a astrologia pode nos dizer a respeito desse ano. Alguns colegas já fizeram belos trabalhos, que indicarei ao longo do texto. Pretendo complementar com alguns apontamentos e me ater aos principais temas de forma sucinta.

LUA: A REGENTE DO ANO
O ano astrológico começa com a entrada do Sol em Áries em 20 de março de 2012. Passaremos então da regência do inquieto Mercúrio para a sensível Lua, regente de Câncer, da mulher e da maternidade. Na antiguidade, as divindades lunares eram provedoras da vida, ligadas à medição do tempo, à sabedoria, às artes civilizatórias, à agricultura. Não é por coincidência que a Lua, símbolo máximo da força feminina, será a regente do ano, numa época em que a humanidade deve refazer sua conexão com o Divino. 

As mulheres tendem a ter mais projeção sob a regência lunar. Todos estaremos mais emotivos, dispostos a cultivar o aconchego dos amigos ou familiares. Questões relativas à família vêm à tona e ganham mais atenção da sociedade. A Lua também rege o povo, a grande massa crítica, indicando que este também será o foco de nossas atenções em 2012.

O INGRESSO DO SOL EM ÁRIES
O mapa do ingresso do Sol em Áries, no dia 20/03/2012, pode nos trazer muitas pistas sobre o ano. O Sol se une a Mercúrio e Urano. O ascendente do momento é Aquário, indicando realmente um ano fora do comum, cheio de novidades (inclusive tecnológicas), mudanças, revoluções e acontecimento inusitados. Definitivamente, assunto não faltará. A forma como produzimos energia será um dos temas principais, por exemplo. Lua estará conjunta a Netuno, em Peixes. Mais um indicador da sensibilidade, da tônica espiritual e transcendente do ano. Há um belo trígono entre Marte em Virgem, Júpiter em Touro e Plutão em Capricórnio. Um claro recado: são as ações criteriosas em prol da cura, da saúde individual e planetária, em prol das profundas e necessárias transformações de nossas estruturas que trarão abundância. Falarei mais sobre esse mapa na ocasião (indico artigo da colega Titi Vidal aqui).

OS CAMINHOS SE BIFURCAM
Em plena transição da Era de Peixes para a Era de Aquário, percebemos que toda a humanidade se divide em dois grandes grupos. São como duas dimensões que coexistem no planeta.

No primeiro grupo estão os mestres, os espíritos de Luz, os sábios, aqueles que trabalham para promover a consciência e a cura planetária. Colaboram amorosamente para a elevação vibracional de todo o planeta. Junto com eles estão os aprendizes, os que despertam a consciência para as dimensões superiores, que estão abertos e dispostos para aprender, dispostos a confrontar suas próprias sombras para transmutá-las, perdoar, aperfeiçoar-se e equilibrar seu carma pra seguir em frente. Pessoas que se esforçam pra fazer valer a famosa frase de Gandhi: “Sejam a revolução que querem ver no mundo”.

No segundo grupo estão os poderosos manipuladores da inconsciência alheia. Os que estão no poder como vampiros, sugando dinheiro do povo e depredando os recursos naturais do planeta. Os grandes empresários, banqueiros e políticos que não querem abdicar de seus lucros absurdos. Junto com eles está toda a grande massa crítica da população que não quer enxergar a verdade. Os zumbis, presos às ilusões das novelas, do carnaval e do futebol. Os consumistas inveterados que passeiam pelos shoppings, os escravos do medo e também todos os pobres de espírito, vítimas da sua própria ignorância.

A proposta é trabalharmos pra que cada vez mais pessoas passem do segundo grupo para o primeiro e gerar um grande efeito dominó. Vale repetir: este é um tempo de despertar espiritual, quando somos convidados a refazer nossa conexão com o Divino em cada um de nós. A internet é o nosso principal veículo.

A QUADRATURA URANO-PLUTÃO
A meu ver, o aspecto astrológico que mais reflete essa bifurcação de caminhos é a turbulenta quadratura Urano-Plutão, que se prolongará até 2016 e estará bastante ativa em meados do ano, mais precisamente entre maio e outubro. É o embate de duas forças radicais: Urano em Áries representa o impulso renovador e revolucionário, a aceleração, os saltos tecnológicos, o grito de liberdade, as mudanças bruscas. Plutão em Capricórnio representa o poder estruturado, as instituições, o conservadorismo e as posturas rígidas que tem suas bases ameaçadas.

O que podemos esperar? Rupturas e agravamento de conflitos políticos, religiosos e sociais. Mais fenômenos naturais que desestabilizam a vida em algumas regiões, como os que já vem acontecendo (por favor, não me venham com os exageros promovidos pela indústria do medo!). Enfrentamentos, queda de ditaduras, os oprimidos ganham voz. Grandes oscilações na economia mundial. O sistema financeiro capitalista e fraudulento perde sua força, já que cada vez mais pessoas levantam sua voz contra este poder corrupto.

Atenção especial para o mês de julho, quando Marte em Libra (um de seus piores posicionamentos) fechará uma quadratura T com este dois planetas. Os dias entre 10 e 20 de julho prometem ser mais tensos. Marte é indicador de violência, em Libra se torna uma força incerta e desgovernada. O que estava pra acontecer, acontece. Há possibilidade de graves conflitos e até mesmo guerra (no mundo árabe, por exemplo). Será melhor nos pouparmos, nos preservarmos nesses dias. Mas também não vamos ter medo, devemos lembrar sempre que tudo faz parte de um plano maior. Na verdade, é bom que Marte chegue para ativar muitas situações que continuamos a empurrar com a barriga. Também falarei mais sobre esses aspectos na ocasião.

Mais detalhes sobre a quadratura Urano e Plutão, aqui.
Sobre Marte em Libra, indico o artigo do colega Elias Mendes aqui.

NETUNO EM PEIXES
Outro destaque astrológico do ano: em fevereiro de 2012 Netuno ingressa finalmente em Peixes, seu domicílio, e ficará ali até 2026. A última vez que esse planeta entrou em Peixes foi no conturbado século XIX, entre 1847 e 1862. Em plena era romântica, indicando o confronto entre as ciências exatas e a subjetividade do ser humano.

Netuno em Peixes representa a gota que volta ao oceano. É a ilusão da separação do ego que se dissolve. Talvez vejamos nos próximos 12 anos a ciência provar a existência de Deus, comprovar a reencarnação, a comunicação com seres de outras dimensões se tornar mais efetiva. Tudo será remixado, misturado e reagrupado, incluindo elementos que estavam de fora.

Netuno em seu domicílio estimulará nossa flexibilidade, sensibilidade, abertura, fé e compaixão para derrubar as barreiras do preconceito, da intolerância, de tudo o que restringe. Veremos o crescimento das ONGs, as preocupações com as minorias, os animais, os menores sem lar e toda a sorte de injustiçados (como no caso da guerra abolicionista nos EUA no século XIX).

Veremos cada vez mais pessoas perdidas, sem rumo, procurando respostas. Na via positiva, Netuno é a ligação com as dimensões superiores. Na via negativa é a loucura, o escapismo, a fuga da realidade. Será imprescindível, cada vez mais, cultivarmos o contato com a natureza, o encantamento, a arte, a beleza e principalmente a espiritualidade, que sempre dá sentido à existência.

Talvez haja um resgate do romantismo nos relacionamentos de alguma forma. Sem dúvida, crescerá o interesse das pessoas por experiências místicas e terapias envolvendo karma, dimensões paralelas ou estados alterados de consciência. Já se podemos observar a popularidade crescente de algumas terapias da psicologia transpessoal, de feiras esotéricas e eventos místicos.

Tudo tende a se alastrar com mais facilidade, no bom e no mal sentido. Enchentes, alagamentos e epidemias são alguns dos efeitos indesejáveis que também estarão em pauta.

De qualquer forma, estudos interdisciplinares irão crescer, pois todos tendem a perceber que um conhecimento complementa o outro. Será praticamente impossível, cada vez mais nos próximos 14 anos, viver sem a percepção de que tudo está conectado como um grande organismo, que um só gesto gera consequências e afeta a todos. 

Mais sobre Netuno em Peixes no excelente artigo do colega Antônio Rosa, aqui.

JÚPITER EM GÊMEOS
Júpiter seguirá em rota direta pelo signo de Touro até 11 de junho. Até lá a preferência vai para os negócios que já foram iniciados anteriormente, para atividades que já conhecemos bem. Para pessoas, situações e relacionamentos que já provaram ser estáveis, confiáveis e duradouros. Para tudo o que já está trazendo resultados concretos. Atenção especial para o mês de março, quando Júpiter formar trígono com Plutão: bons auspícios para as finanças. Investimentos feitos sob este aspecto costumam trazer excelente retorno. Este aspecto também favorece a percepção do que precisa ser transformado, estimulando mudanças benéficas.

Em 11 de junho, Júpiter ingressa em Gêmeos. Lá também estarão o Sol, Vênus e o Nodo Sul. Será um grande momento para as comunicações! Mas atenção: Júpiter estará em seu detrimento. As qualidades expansivas de Júpiter são difíceis de serem controladas em Gêmeos. Conhecimento demais pode ser acumulado de forma caótica ou superficial.

O que podemos esperar? Um grande boom nos meios de comunicação, mais agitação e frenesi nas mídias sociais, um “diz-que-diz” desgovernado. Vale lembrar o que os mestres sempre nos pedem: paz interior, silêncio mental para encontrar as respostas dentro de nós mesmos. Cuidado com a ansiedade, a vontade de querer aprender tudo depressa, sem respeitar o tempo necessário para um verdadeiro aprendizado. Netuno em Peixes que nos ajude a meditar, vamos precisar!

O lado bom é que veremos a natural curiosidade de Gêmeos ainda mais aguçada. Crescem os cursos, os workshops, os seminários, novas escolas podem surgir. Cresce também o contato social, as viagens. A informação se alastra. É importante lembrar que conhecimento é diferente de sabedoria, que pressupõe compreensão. Este será o nosso desafio: colocar em prática o que aprendemos, sem acumular o conhecimento apenas pelo conhecimento ou pra fazer pose de intelectual.

SATURNO EM ESCORPIÃO
Saturno seguirá com sua lupa pelo signo de Libra, o signo das parcerias. Ficará retrógrado de 7/02 a 25/06 neste signo, pedindo revisão nos relacionamentos e no comportamento social. Nossa capacidade de equilibrar o impulso de liberdade, independência e autonomia com os compromissos assumidos estará em cheque. Somente parcerias, sociedades e relacionamentos e sólidos e verdadeiros devem passar no teste saturnino de durabilidade.

Saturno ingressará em Escorpião no dia 5 de Outubro de 2012. Segundo o colega Antônio Rosa em seu excelente artigo PREVISÕES ASTROLÓGICAS E PSICOLÓGICAS PARA 2012, este é o tema mais escaldante para 2012, pois indica o agravamento da crise econômica mundial. Saturno rege a economia e Escorpião (casa 8) rege o dinheiro (dos outros). Ficará neste signo até 2015, quando ingressará definitivamente em Sagitário.

Saturno em Escorpião pede mais responsabilidade e trabalho redobrado ao lidar com assuntos financeiros, contas conjuntas, impostos, bens compartilhados, seguros heranças e propriedades alheias.

Cuidado com preocupações excessivas, medos, desconfianças e a dificuldade de expressar as emoções, que podem gerar doenças. O aprendizado aqui será de cultivar leveza e calma. Na via negativa, há mais tendência para manipulações, intrigas e conspirações. Na via positiva, podemos investir em determinação, concentração e persistência para garantir melhores resultados no que estivermos dispostos a conquistar. Saturno pede comprometimento, seriedade, competência. Escorpião é o signo da transformação e do renascimento.

CONCLUSÃO
Pronto! Concluo o artigo voltando ao tema principal deste importante período pelo qual passa a humanidade: a revolução interna em nome da cura e do despertar. Numa época em que tudo o que está podre e doente vem à tona pra ser curado, quero lembrar sobre a importância de elevarmos nosso padrão vibratório.

Tudo é energia e vibra numa determinada frequência. Emoções e pensamentos também. Uma das leis universais diz que semelhante atrai semelhante. Portanto, emoções e pensamentos de baixa vibração (medo, raiva, preocupação, inveja) vão se sintonizar com tudo o que estiver na mesma faixa vibratória. O mesmo para as vibrações elevadas da alegria, amor, gratidão... é como sintonizar uma estação de rádio (já disse isso muitas vezes aqui no blog).

Basta observar, o mundo é nosso espelho... veja o que está atraindo pra você e perceba como andam suas crenças, emoções e pensamentos. Perceba onde está o foco de sua atenção, é muito importante vigiar pensamentos e emoções e buscar ajuda quando for preciso. As muitas terapias estão aí pra nos ajudar. No final de tudo, aprendemos que não é preciso lutar contra nada. Ao invés disso, temos que cultivar o AMOR, que tudo cura. Este é o grande aprendizado.

Quem em 2012 possamos aprender cada vez mais a plantar aquilo que realmente desejamos colher. O planeta Terra, Gaia, é um ser inteligente e seguirá em seu processo de ascensão. Para acompanhá-lo, SEJAMOS FELIZES!
por Marcelo Dalla  http://marcelodalla.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Senso de Si


 
Senso de Si - Trocando “o que sou”   por   “quem sou”
 
O Rav disse:
“Quando um cavalo vai beber de uma poça d’água, bate com o casco na água. Sabem por quê? Porque ele vê seu reflexo na poça e imagina que há outro cavalo querendo beber a água. Ele bate com a pata para tentar assustar o “outro” cavalo e expulsá-­lo. Cada um de nós, como esse cavalo, vive assustado com seu próprio reflexo e nos recusamos a perceber que tudo é reflexo do Criador.
Quanto mais batemos nosso casco, mais forte o outro parece ficar. As vezes, deixamos até de beber água pelo temor desse outro.”
 
O medo é o maior obstáculo para o senso de si.
O que te­memos, em última instância, é sempre a perda de nós mesmos.
Não percebemos que o temor de nos perdermos de nós mes­mos é que cria a noção de si que tanto tememos perder.
Como em um círculo vicioso, se deixássemos de “temer”, o senso de si também desapareceria.
 
O senso de si próprio e o medo estão sempre associados, da mesma forma que o senso de si e o sofrimento.
Quanto maior o senso de si, maior o medo e o terror, e quanto maior o terror maior o sofrimento. Se abríssemos mão do senso de si, o medo desapareceria, se o medo desaparecesse, não teríamos um senso de si.
 
Qual seria, portanto, a saída para esse círculo vicioso?
O segredo está em nos livrarmos do drama do “eu” e do “meu” é aí que o senso de um Criador pode ser tão importante.
 
“Conta-se que um discípulo bateu na porta do rav “mestre” tarde da noite. Este perguntou: ‘Quem é?’ O discípulo respondeu “Sou eu.” O rav não abriu a porta. O discípulo voltou a bater e o rav repetiu a pergunta. O discípulo novamente respondeu: ‘Sou eu, mestre.” Novamente silêncio. Depois de repetidas vezes da mesma seqüência, ao ouvir o rav perguntar “quem é?”, o discípulo se calou. Só, então, o rav abriu a porta e fez o seguinte comentário: “Toda a vez que você respondia usando a palavra “eu”, não havia ninguém lá fora, só ilusão. Pois ninguém além do Eterno pode usar a palavra “eu” sem pura ilusão.”’
 
Qual seria então a maneira de termos um senso real do que somos?
 
A liturgia da manhã na tradição hebraica se pergunta: “O que somos?” O que é a nossa vida? Qual é o nosso poder? Qual nossa força? O que é a nossa justiça? O que é a nossa compaixão? Nada!
Mas no entanto, “quem somos?” Somos Suas criaturas.
 
A pergunta “o quê”, quando aplicada ao “eu”, na verdade, quer dizer “nada”.
O que somos? Nada, como apontou o rav ao discípulo quando se dizia “eu”. Mas se a pergunta for refeita da maneira correta e perguntarmos “quem somos?”, em lugar de “o que somos?”, então o “eu” ganha significado. Este “eu” representa uma relação (quem), em vez de uma essência (o quê).
 
Este é o senso mais básico sobre si.
Somos em relação aos ou­tros, somos em relação a um Criador.
 
Nenhuma inteligência baseada na essência (o quê) produz reverência, somente ilusão.
E a ilusão é, em última análise, a origem da ineficiência.
Apenas aquele que desenvolve um senso de si baseado nas relações com outros, produz para si reverên­cias. Os pais, os filhos, os amigos, os amantes, os oponentes e a natureza são a matéria-prima de “quem somos”.
 
Perceba que a única face que jamais conheceremos é a nossa própria. Podemos nos conhecer de reflexos em espelhos, fotos ou mesmo telas de televisão.
No entanto, nunca nos vimos cara a cara.
E se isso parece pouco importante, pense em como seria conhecer uma pessoa, digamos seu pai ou mãe, apenas por re­flexos, retratos ou telas.
Obviamente não teriam a “vida” que o olhar face a face permite.
 
Ao sermos indiferenciados do meio porque não nos vemos, nosso senso de si não faz sentido como essência, como “o quê”. É nos reflexos dos olhos da mãe que nos vemos pela primeira vez. E no reflexo dos olhos de todas as nossas relações que adquirimos o verdadeiro senso de si, de “quem” somos em rela­ção a estes que nos refletem.
 
Por: Nilton Bonder

A Metafisica da Saúde

 Sistema Endócrino
 
O sistema endócrino é composto por um grupo de tecidos cuja função é produzir e liberar na corrente sangüínea substâncias conhecidas como hormônios.
Discretos, pontuais e precisos, eles agem como mensageiros bioquímicos que regulam as atividades corporais.
Por meio dos hormônios, as glândulas endócrinas desempenham um significativo papel de coordenação dos processos fisiológicos.
Elas também regulam o desenvolvimento dos tecidos, controlam o crescimento corporal, determinam o ganho ou perda de peso, etc.
Em comunhão com o sistema nervoso, o sistema endócrino estabelece uma resposta orgânica para as alterações ocorridas nos meios externos.
O sistema nervoso identifica os episódios ao redor, como, por exemplo, durante a percepção visual de uma ameaça, que provoca a imediata secreção de hormônios estimuladores, como a adrenalina, para responder com força e vigor à situação ameaçadora.
Outro exemplo: receptores nervosos localizados na pele identificam a redução da temperatura do ambiente e imediatamente estimulam a glândula tireóide, que libera hormônios para aquecer o organismo, evitando, assim, o resfriamento corporal.
 
No âmbito metafísico, as glândulas endócrinas representam o princípio vital gerador do estado de ânimo.
Elas formam uma espécie de sistema propulsor da vida, criando condições orgânicas adequadas para a execução de nossas vontades.
Manifestam no corpo aquilo que sentimos, promovendo condições para realizarmos nossas escolhas.
Os impulsos gerados pelos pensamentos, emoções, vontades, inspirações e sentimentos estimulam as glândulas endócrinas, que, por intermédio dos hormônios, acionam os processos químicos e biológicos, estabelecendo no corpo uma condição compatível com nosso "estado de espírito".
As atitudes da pessoa em relação aos episódios da vida são as principais condições metafísicas estimuladoras e mantenedoras das atividades das glândulas endócrinas, ocasionando o equilíbrio ou a variação das taxas de hormônios.
A carga genética herdada da família torna a pessoa forte candidata a estampar certos estereótipos físicos ou desenvolver algumas doenças.
No entanto, à luz da metafísica, é a condição da própria pessoa que determina seu estado corporal.
Obviamente, as afinidades existentes entre os integrantes de um povo, ou mesmo de uma família, representam fator de igualdade de padrão, reforçando as influências biológicas da genética e contribuindo para estabelecer no corpo as semelhanças físicas.
A genética exerce uma significativa influência sobre o corpo humano, no entanto ela não é fator de terminante da constituição biológica.
O corpo é organizado pela alma que o habita.
A consciência representa o modelo organizador do organismo, que, por sua vez, reflete na íntegra o estado interior de um indivíduo.
Sendo os hormônios os agentes mantenedores e organizadores biológicos, cabem às glândulas endócrinas, que são os principais órgãos responsáveis pela sua produção, o papel decisivo para a determinação do estado corporal.
A condição de cada pessoa não é determinada exatamente por aquilo que lhe acontece ou que se desenrola ao redor, mas principalmente pela forma como cada um reage a esses episódios da vida.
Essa força reativa se manifesta em forma de emoção.
As emoções são as respostas aos acontecimentos exteriores.
A principal fonte geradora das emoções são os sentimentos.
Os episódios da vida despertam os sentimentos; imediatamente esse fluxo é organizado nos primeiros níveis da consciência, gerando as atitudes, que representam nossas escolhas de vida.
As atitudes são determinadas pelas crenças e valores que a pessoa desenvolveu ao longo da vida.
Aquilo que é concebido como verdadeiro para ela passa a ser o senso que define suas escolhas.
Assim, cada um procede de maneira individual em relação aos desafios da vida.
Até esse nível do processo de manifestação da consciência, a condição interna é sutil e subjetiva; mas, quando a pessoa adotar uma atitude perante os acontecimentos externos, terá definido sua conduta, estabelecendo uma postura corporal compatível com as próprias escolhas de vida.
Nesse momento entram em ação os hormônios secretados pelas glândulas endócrinas, para organizar os processos bioquímicos e acelerar o metabolismo, disponibilizando as energias necessárias para proporcionar vigor e vitalidade. A pessoa passa a sentir-se fortalecida, com mais disposição para agir no meio externo. As atitudes adotadas pela pessoa, além de definir as ações no meio externo, metafisicamente determinam o bom funcionamento das glândulas endócrinas, que por sua vez reguIam as funções corporais.
O sistema endócrino é uma espécie de laboratório bioquímico gerador das substâncias hormonais responsáveis por estabelecer no corpo aquilo que concebemos como verdadeiro ou necessário na vida.
A firmeza de propósito e a persistência na concretização de nossos ideais são aspectos metafísicos importantes para o bom funcionamento das glândulas endócrinas.
Quando estamos diante dos desafios impostos pela vida e nos sentimos encorajados a superá-los, adotamos atitudes favoráveis às ações. Imediatamente o corpo é estimulado pelos hormônios, proporcionando-nos a disposição e o vigor físico necessários para o bom desempenho das atividades no meio externo.
Os mensageiros bioquímicos são incumbidos de implantar nos respectivos tecidos do corpo um estado orgânico condizente com nossa postura, possibilitando-nos uma boa atuação na vida.
A criatividade fica mais aguçada, favorecendo o desvendar de alternativas até encontrar soluções.
Assim sendo, contamos com um organismo preparado para nos proporcionar as melhores condições para sermos bem-sucedidos naquilo que almejamos.
Além do excelente estado corporal que nos permite um bom desempenho nas situações da vida, essa atitude também gera energias que são deslocadas para o meio externo, atraindo situações favoráveis para a realização de nossos objetivos.
Assim são criadas as oportunidades que surgem na vida.
Nessas atitudes estão nosso poder de atrair as coisas boas ou fazer por merecer os bons resultados alcançados.
Cabe a nós preservar a atitude responsável pelas ações no meio externo, evitando que os acontecimentos contrários enfraqueçam nossa determinação, comprometendo nossa força realizadora.
Quando nos deixamos abater pelos obstáculos impostos pela vida, causamos um conflito interior, gerado pelo bloqueio no fluxo de nossa força realizadora.
Além da imediata frustração causada por esse bloqueio, experimentamos a desordem interior, causando uma turbulência emocional e psicológica que nos faz perder o referencial de atuação na vida, abalando o poder realizador.
Essa desestabilização se manifesta como variação no estado de humor.
A pessoa que freqüentemente se encontra mal-humorada está se sentindo frágil e incapaz de ser bem-sucedida na realidade externa.
Esse conflito interno interfere negativamente nas funções das glândulas endócrinas, provocando o desequilíbrio nas taxas de hormônios, conseqüentemente trazendo indisposição e comprometendo o desempenho da pessoa nas situações do meio.
Por sua vez, aquele que não se deixa abater pelas dificuldades encontradas durante a realização de suas atividades mantém o bom humor.
A pessoa bem-humorada fica mais perspicaz para desvendar as diversas possibilidades que a vida oferece para sanar as questões turbulentas da realidade.
Essa atitude influencia positivamente na liberação dos hormônios, que vão estabelecer no corpo a condição física necessária para o bom desempenho no meio externo.
Cultivar o bom humor é investir na saúde e no bem-estar.
Sentir-se bem consigo mesmo e em condições de superar os desafios e transpor os obstáculos que a vida oferece são atitudes metafísicas extremamente saudáveis para o sistema endócrino.
 
Aspectos Energéticos Relacionados ao Sistema Endócrino
Além das atividades físicas das glândulas, bem como dos aspectos metafísicos relacionados ao sistema endócrino, existem também os fatores energéticos cuja função é estabelecer no corpo físico as atitudes da pessoa.
Os campos de energias que agem no corpo humano são descritos há milênios pelo povo da Índia, onde recebem o nome de "chacra".
Essa palavra é de origem sânscrita e significa "roda".
Os chacras são uma espécie de canais condutores da energia vital, que favorecem a preservação da saúde e do bem, estar.
São aberturas dos campos de forças da aura humana.
Possuem formato de cones e movimentam as energias em forma de espiral para dentro do corpo, tomando uma fonte de energia vital para o organismo.
Eles representam uma espécie de dínamo produtor de energia, que, além de proporcionar o suprimento energético necessário para o organismo, propaga energias pela aura, intensificando sua luminescência.
Também distribui essas energias para o ambiente externo, influenciando as pessoas que estão ao redor.
Somos responsáveis por nossa própria condição energética e vibracional.
Podemos produzir energias boas que nos envolvem, dando, nos uma sensação de bem-estar conseqüentemente, induzimos as pessoas que estão à nossa volta a sentirem,se bem do nosso lado.
Desse modo, contribuímos para a harmonia do ambiente.
Também podemos vibrar negativamente e assim contagiar as pessoas que nos cercam com essa onda de mau humor, tristeza, pessimismo, etc., sugerindo que todos fiquem tão desolados quanto nós.
O principal fator para determinar a freqüência vibracional que vamos emitir é o sentimento.
O pensamento é uma espécie de modulador da freqüência energética, mas são nossos sentimentos que geram as energias boas ou ruins.
A intensidade da energia emanada depende de quanto somos capazes de sentir.
O processo ocorre da seguinte forma: inicialmente pensamos em algo bom, em seguida somos invadidos por um estado agradável.
A atmosfera benéfica que flui das boas lembranças gera os sentimentos positivos.
A partir daí, passamos a vibrar nessa freqüência, emanando energias que atraem bons resultados para nossa vida.
Quando estabelecemos determinado padrão vibratório, ao mesmo tempo em que estamos emanando energia também captamos forças provenientes de uma esfera energética que vibra na mesma freqüência que nós.
Pode-se dizer que todas as pessoas que vibram numa determinada freqüência comungam da mesma energia.
Visto que os processos de emanação e captação ocorrem simultaneamente, cada pessoa conectada a uma energia torna-se um elo daquela corrente.
Quanto mais pessoas estiverem conectadas a uma mesma energia, maior e mais forte se tomará àquela corrente.
A energia agregada numa corrente forma uma espécie de "egrégora" ou "forma, pensamento" coletiva, que se intensifica até chegar ao ponto de manifestar-se por meio de episódios que geralmente atingem a cada um que comunga da mesma energia.
Por isso, é importante selecionar melhor nossos pensamentos e cultivar bons sentimentos, para não entrarmos em sintonia com as correntes negativas, porque, ao conectar com a negatividade, obtemos um imediato prejuízo energético e contaminamos ainda mais a atmosfera com ondas nocivas.
O pior disso tudo é que também ficamos expostos aos acontecimentos oriundos daquela esfera.
Lembre,se: vibrar negativamente poderá torná-lo alvo da maldade que, de alguma forma, também existe em seu "coração".
Nutrir bons pensamentos e cultivar sentimentos positivos são atitudes que atrairão situações promissoras a bondade fará parte de sua realidade de vida.
Evite pensar naquilo que o faz sentir-se mal, porque, além de se prejudicar, você estará fortalecendo a negatividade.
Procure ficar no bem, cultivando bons pensamentos sinta que há chance de construir um mundo melhor, que a harmonia na convivência com as pessoas queridas está a seu alcance. Acredite: você vive num mundo promissor, repleto de possibilidades para alcançar seus objetivos.
Vá em busca de seus ideais e não se deixe abater por alguns obstáculos do caminho.
Lembre-se de que você é uma fonte de energia, que está conectado com o universo; portanto, é capaz de atrair situações promissoras para sua vida.
Para tanto, é preciso estar a favor dos próprios objetivos, procurar alguma maneira de pôr em prática aquilo que você almeja.
Essa atitude atrai situações favoráveis à concretização de seus intentos.
Em resumo: se você estiver do seu lado, a vida e a natureza estarão a seu favor.
Para aumentar a chance de sucesso, você conta com um corpo, que é um extraordinário "veículo da vida", capaz de adaptar-se a seu estado de espírito, dando, lhe condições para realizar aquilo que você aspira.
Sinta-se motivado, que você terá disposição física para alcançar tudo aquilo que almeja. Escolha uma diretriz de vida, que seu corpo estará preparado para conduzi-lo por aquele caminho.
Basta sentir-se bem consigo mesmo e sentir-se capaz de alcançar as conquistas, que o organismo imediatamente se revigora.
Acredite ser merecedor de oportunidades na vida, que você as atrairá para si.
Sua capacidade de crer move seus sentimentos, gerando as forças energéticas necessárias para tornar tudo possível.
Por fim, as glândulas endócrinas desempenham o papel de transformar as energias provenientes da alma em substâncias hormonais para o corpo, criando condições biológicas compatíveis com aquilo que sentimos.
As principais glândulas que compõem o sistema endócrino são: pineal, hipófise, tireóide, paratireóide, pâncreas, ovários ou testículos e supra-renais.
Algumas dessas glândulas foram mencionadas em outros sistemas, em textos anteriores, como é o caso do Pâncreas – Sistema Digestivo; Ovários – Aparelho Reprodutor Feminino , Testículos – Aparelho Reprodutor Masculino.
 As demais farão parte dos textos que enviaremos a partir de hoje

A Metafisica da Saúde

 
Sistema Endócrino
 
- Tireóide: Liberdade de ser como você é.
A tireóide é composta de dois lobos e está localizada junto à laringe, na região do pescoço. Ela exerce importante atividade reguladora do organismo.
Variações mínimas na produção dos hormônios tireóideos resultarão em significativas alterações no consumo de oxigênio, no metabolismo do colesterol e nas funções cerebrais, cardíacas e dos vasos sangüíneos.
Eles regulam o metabolismo estimulando a síntese da proteína, aumentam a queima das gorduras, a excreção do colesterol e o uso da glicose para a produção de energia por parte das células do corpo.
Em combinação com outras substâncias, esses hormônios aceleram o crescimento corporal, em especial o crescimento do tecido nervoso.
Também regulam a atividade do sistema nervoso.
A tireóide está em constante estado de adaptação às condições fisiológicas.
Sob certas circunstâncias, como ambientes frios, altas altitudes, gravidez, etc., ocorre o aumento da necessidade energética do corpo; nesses casos, as taxas de hormônios são elevadas, para atender à demanda de energia.
Do ponto de vista fisiológico, a tireóide é um dos órgãos mais sensíveis, respondendo a vários estímulos do próprio organismo e também do ambiente.
 
No âmbito metafísico, essa glândula reflete os estímulos emocionais, estabelecendo no corpo uma condição propícia ao estado interior.
Ela manifesta a capacidade que temos de mobilizar nossos recursos para alcançar aquilo que almejamos na vida.
Ser bem-sucedida no meio em que vivemos é um objetivo comum a todos. Cada um vai traçar sua estratégia para essa finalidade. Isso irá determinar o caminho a seguir.
O curso de nossa existência vai se desenrolando naturalmente.
À medida que vamos nos envolvendo com as situações corriqueiras e priorizando aquilo que corresponde a nossos interesses, vamos definindo a própria trajetória de vida. Gradativamente, a realidade vai tomando um formato compatível com nossas aspirações.
A própria vida se incumbe de nos direcionar para aquilo que nas apraz.
Por isso, viver centrado no presente é um caminho para a conquista de novos objetivos. Os elementos necessários para sermos bem-sucedidos estão muito próximos de nós, compondo as situações que nos envolvem. Por isso, para alcançar as realizações e obter sucesso, precisamos nos integrar com o meio em que vivemos.
Vale lembrar que as situações cotidianas exigem mais empenho e criatividade que os grandes feitos na vida. Portanto, dedicar-se aos episódios considerados meramente triviais promove o aprimoramento interior, desenvolvendo a astúcia e a determinação, qualidades imprescindíveis para a realização dos grandes feitos.
As melhores conquistas são aquelas obtidas por meio da atuação precisa no ambiente. Desse modo, anulamos as confusões existentes e amadurecemos interiormente.
Mudar sem conflito requer uma participação ativa na realidade.
Não devemos exagerar nas ações, tampouco nos omitir, porque os exageros ocorrem por causa da necessidade de compensar as lacunas afetivas.
Ser movido pelos desejos ardentes compromete o fluxo natural da vida. Ambicionar resultados imediatos é uma das principais causas do fracasso.
O princípio básico de qualquer conquista consiste em saber lidar com o elemento tempo.
Tudo tem um momento oportuno para acontecer.
Precipitar certos acontecimentos poderá comprometer a qualidade da experiência, ou, ainda, implicar a imaturidade para lidar com aquilo que adquirimos, comprometendo nosso bom desempenho na vida.
Toda vez que tentamos forçar uma situação, podemos atrapalhar a ordem natural do processo e nos distanciar das reais soluções. Também não devemos resistir ao novo, porque isso implicaria o afastamento daquilo que almejamos.
Não há necessidade de romper subitamente com tudo que nos cerca para alcançar aquilo que pretendemos.
O radicalismo não é a única maneira de promover mudanças.
Ao contrário, ele impede o desenvolvimento de certas habilidades imprescindíveis para fazer bom usa daquilo que alcançamos.
O melhor preparo para lidar com as situações existenciais é obtido durante o período de conquista. Pode-se dizer que o tempo necessário para uma pessoa alcançar seus objetivos é relativamente à mesma que ela precisa para responder com maturidade, dominando aquilo que existe ao redor.
Há também outro aspecto metafísico relacionado com a tireóide: ela representa uma espécie de agente orgânico mediador entre a indivíduo e o ambiente, integrando o mundo interno ao meio externo.
O estado emocional desempenha importante papel naquilo que realizamos no meio. O bom humor, por exemplo, proporciona a disposição física necessária para alcançar nossos objetivos.
Quanto melhor for nosso estado interior, maior será nosso desempenho no meio exterior, aumentando as chances de sermos bem-sucedidos.
Nossas vontades criam os impulsos vitais que acionam as forças interiores, desenvolvendo as aptidões para o sucesso.
A astúcia e a determinação são qualidades inerentes ao ser.
Imbuídos de um firme propósito, acionamos essas forças interiores para alcançar os objetivos.
Enquanto estamos elaborando uma estratégia, simultaneamente vamos nos motivando às ações. Impulsos psíquicos criam forças que percorrem o sistema nervoso, contraindo a musculatura e predispondo o corpo para agir.
Em síntese, a astúcia mobiliza as qualidades mentais para criar um plano de ação; já a determinação desperta as condições corporais para executar aquilo que foi programado.
Ao assumir um posicionamento na vida e manter-nos firmes naquele propósito, passamos a ter o vigor físico necessário para conquistar os objetivos.
Para tanto, é necessário que estejamos em harmonia interior, obtida por meio do equilíbrio entre o que sentimos e o modo como agimos, visto que nossos conflitos nos enfraquecem, sabotando a força realizadora.
A aceitação das vontades próprias, pertinentes a nossas aspirações e sentimentos, é fundamentalmente importante para mover os recursos no meio exterior.
No entanto, as pessoas que têm vontade, mas não se sentem no direito de ir em busca de seus objetivos frustram-se, sufocando os anseios.
 
A comunicação e a expressão corporal são fatores metafísicos relacionados à glândula tireóide.
Expressar-se bem e dedicar-se à realização dos objetivos são atitudes que representam um fator determinante para a saúde dessa glândula.
Para se obter sucesso na vida é preciso reconhecer o campo de atuação e observar os acontecimentos, porque eles enriquecem a experiência pessoal, favorecendo na maneira de proceder na realidade.
Saber ouvir é uma qualidade que amplia as chances de sucesso.
Geralmente o meio não corresponde de imediato àquilo que pretendemos alcançar. Por isso é necessário abrir-se para receber opiniões; acatar as sugestões dos outros, encontrando um ponto de equilíbrio entre você e o ambiente.
Ter bom discernimento entre os próprios anseios e as possibilidades que a vida oferece contribuirá para estabelecer melhores condições existenciais.
Por fim, tanto a verbalização e a realização daquilo que sentimos quanto o acatamento dos conteúdos exteriores são fatores metafísicos relacionados com a tireóide.
A saúde da tireóide depende de nossa liberdade de ação e da descontração necessária para planejar um meio de executar os objetivos, dando vazão à criatividade e à originalidade.
Somente assim podemos alcançar resultados promissores na vida.
A liberdade é uma condição interior.
Ela não depende exclusivamente dos fatores externos, mas também da capacidade de expor os pontos de vista, realizar aquilo de que temos vontade e usar o direito de escolha, permitindo-nos a qualquer instante mudar o curso de nossa vida em busca de algo melhor.
Todos somos livres para escolher aquilo que melhor nos convém.
Ninguém tira nossa liberdade, somos nós que nos aprisionamos às pessoas ou situações.
É comum ouvir as pessoas dizerem "Isto está me pegando", demonstrando-se preocupadas com algo que não faz parte daquilo que estão vivendo no presente ou naquele instante. Nesse caso, são elas que estão apegadas ao fato ou a alguém. Portanto, nada nem ninguém tem poder suficiente para dominar nossos pensamentos, mantendo-nos ligados a uma situação; somos nós que não conseguimos nos libertar.
Podemos ser plenos naquilo que realizamos sem ficar desviando a atenção para mais nada. Desse modo teremos bom desempenho e alcançaremos melhores resultados.
Quando algo não anda bem, é preciso ter o desprendimento necessário para se renovar, experimentar as opções que a vida oferece e determinar novas direções para nossa existência. Para conquistar isso, precisamos abandonar os condicionamentos, ser menos criteriosos e não valorizar tanto aquilo que não deu certo; procurar a todo instante ser quem verdadeiramente somos, e não exatamente aquilo em que nos tomamos, com os papéis sociais que assumimos; resgatar a essência e liberar as vontades, para sair em busca das possibilidades de uma vida melhor.
Abandonar os métodos e conceitos adquiridos pode ser um significativo passo para o bem-estar. Também é preciso parar de viver num mundo de sonhos e fantasias, tornando-nos mais atuantes na realidade.
Ser livre não significa adotar medidas radicais e inconseqüentes.
Muitas vezes ficamos tão saturados com as situações que nos rodeiam, que num primeiro momento queremos romper com tudo, achando que somente assim nos libertaremos dos emaranhados.
Nem sempre é possível parar de fazer aquilo que está nos incomodando.
Nesse caso, é preciso encontrar uma maneira diferente de encarar os obstáculos. Geralmente, o simples fato de mudarmos o foco da situação já é suficiente para amenizar o desconforto causado pelos desafios que a realidade nos impõe.
Quando nos obrigamos a praticar o que não temos vontade de fazer, passamos a não gostar daquilo. Mas, se o encaramos como uma ação necessária naquele momento, e não uma tarefa obrigatória, invertemos o sentido. Assim, passamos a aceitar melhor, favorecendo nosso desempenho. Podemos nos sentir totalmente livres, em pleno exercício da atividade do cotidiano e no cumprimento dos compromissos que assumimos na vida, desempenhando nossas funções com prazer e alegria.
A falta de liberdade causa-nos grande desconforto.
Quando nos sentimos tolhidos, ficamos insatisfeitos com o estilo de vida que não condiz com aquilo que aspiramos. Passamos a nos sentir descontentes, desejamos realizar algo que transcenda aquilo que nos cerca, como, por exemplo, estar em outro lugar, fazendo algum passeio, quando não se pode ausentar do trabalho.
Não existe lugar propício para se soltar nem condições ideais para ser espontâneo. Tudo depende de nosso desembaraço diante daquilo que nos cerca. É preciso sentir-se bem com o próprio jeito de ser, não depender somente daquilo que realizamos. Nossa satisfação não deve restringir-se a certas atividades; é necessário manter o desembaraço em tudo que realizamos, para ter prazer naquilo que fazemos.
Perdemos a liberdade quando nos apegamos aos outros.
Os conceitos e valores que adotamos ao longo da vida também reprimem nossa espontaneidade e sufocam a originalidade.
Pela consideração ao outro, muitas vezes desrespeitamos nossas vontades, ultrapassando os limites da dedicação. O empenho na participação das tarefas corriqueiras deixa de ser um gesto de colaboração, passando a se tomar uma obrigação, que é mantida como um fardo.
Essa espécie de teias da convivência representa uma das principais ameaças da liberdade, prejudicando a felicidade.
Isso se agrava quando alguém quer se destacar no ambiente, agindo de maneira rude, recriminando os outros, e muitas vezes, apela para a estupidez para chamar a atenção. Comportamentos dessa natureza impressionam negativamente a todos que o cercam, criando uma atmosfera de medo. Na tentativa de impor respeito, as pessoas que agem assim acabam criando um clima de terror, dificultando a vida de todos ao seu redor.
Existem também as pessoas que dominam fazendo-se de vítimas.
Elas mobilizam todos que estão à sua volta, cobrando atenção e carinho. Dependem dos outros para tudo que fazem, criando assim uma teia de manipulação que, além de comprometer sua própria liberdade, também complica o desempenho dos entes queridos.
Ambas as formas de domínio são causadas por pessoas carentes, que dependem do outro para satisfazer suas lacunas afetivas. Buscam obter essa atenção por meio de artimanhas condizentes com sua personalidade. Aqueles que são retraídos, por exemplo, inferiorizam-se com facilidade, apelando para o vitimismo; já os mais explosivos recorrem aos métodos mais rígidos, como a crítica ou a estupidez.
Esses mecanismos usados pelas pessoas manipuladoras prejudicam a convivência, desgastam o sentimento e comprometem a liberdade de todos.
Apesar de essas influências serem muito fortes, elas não são suficientes para nos tolher dentro de casa.
O envolvimento afetivo e a falta de habilidade para lidar com esse tipo de situação é que nos tornam vulneráveis a isso tudo, prejudicando nosso desembaraço na intimidade do lar.
Pode-se dizer que não são exatamente os outros que nos atrapalham, mas nós mesmos que não conseguimos superar esse tipo de dificuldade da convivência, prejudicando nossa livre expressão na vida.
Para termos bom desempenho diante das pessoas com quem convivemos, é preciso nos despojarmos das impressões constrangedoras. Não adianta sermos desembaraçados fora dos meios de convivência diária; isso não vai sanar as dificuldades encontradas com os entes queridos.
A conquista da liberdade é obtida por meio da reformulação de algumas crenças e valores que nos fazem sentir presos às obrigações.
Um exemplo de reformulação é pensar que tudo na vida é uma opção e de alguma maneira escolhemos estar ali fazendo aquilo que nos cabe no presente.
Imbuídos pelo intuito de ser alguém na vida e obter o reconhecimento dos outros, costumamos sufocar nossa essência.
Tornamo-nos dependentes de aprovação das pessoas, principalmente dos familiares.
Também os bens materiais passam a ser mais que elementos de conquistas para o usufruto, tornando-se imprescindíveis para a autoestima. A demasiada importância atribuída aos pertences nos torna dependentes e aprisionados ao desejo de conquista; ou, ainda, pode causar medo de perdas, de prejuízos financeiros, comprometendo nosso desembaraço em meio a isso tudo.
Deixar de ser materialista não significa total desprezo aos bens, mas sim desapego, gozo do privilégio de usufruir, sem depender de algo físico para sentir-se importante.
A baixa autovalorização nos torna dependentes dos outros, principalmente das conquistas materiais. Somente conseguiremos vencer o sentimento de inferioridade quando elevarmos a autoestima e passarmos a dar mais valor a nós mesmos.
Por fim, liberdade não deve ser confundida com libertinagem.
Um indivíduo libertino é desordeiro, não respeita os limites dos outros, quebra a harmonia do ambiente, quer fazer aquilo que acha certo, no momento que mais lhe convém.
Não assume a responsabilidade pelos seus atos, é inconseqüente e imaturo.
A liberdade é uma condição natural do ser.
Não significa ter total domínio sobre as situações ou mesmo controlar todos que o cercam, mas sim articular a realidade de forma a encontrar os meios para realizar os objetivos e saciar as vontades.